A cirurgia vascular vai além do tratamento de varizes e vasinhos: é a especialidade responsável pelo diagnóstico e pelo manejo das doenças das artérias e das veias, condições que podem evoluir de forma silenciosa e que exigem acompanhamento médico criterioso.

Esta página reúne três frentes desse cuidado: a trombose venosa, as feridas de origem vascular e o pé diabético. São quadros diferentes entre si, mas que compartilham o mesmo princípio de conduta: investigação adequada da circulação, tratamento dirigido à causa e seguimento programado.

Áreas de cuidado

Trombose venosa

Diagnóstico e tratamento da trombose venosa profunda e superficial. A conduta inclui anticoagulação orientada caso a caso, controle dos fatores de risco e acompanhamento da síndrome pós-trombótica, complicação que pode surgir meses após o quadro agudo. O ecodoppler, quando indicado, pode ser realizado pela própria médica.

Feridas vasculares

Avaliação e tratamento de úlceras venosas e arteriais dos membros inferiores. O ponto central é identificar a causa circulatória da ferida: sem tratar a doença de base, a cicatrização não se sustenta. O plano combina o cuidado local da lesão com a correção do problema vascular que a originou.

Pé diabético

Avaliação da circulação arterial e da sensibilidade dos pés em pessoas com diabetes, prevenção de lesões e orientação de cuidados diários. O acompanhamento é realizado em conjunto com as demais especialidades que cuidam do diabetes, com atenção especial aos sinais precoces de comprometimento vascular.

Sinais que merecem avaliação

Trombose venosa

  • Inchaço de uma perna só, de início recente
  • Dor ou endurecimento na panturrilha
  • Calor e vermelhidão localizados

Feridas vasculares

  • Ferida na perna ou no tornozelo que não cicatriza em algumas semanas
  • Escurecimento da pele ao redor do tornozelo
  • Dor ao caminhar que alivia com repouso

Pé diabético

  • Perda de sensibilidade nos pés
  • Alterações de cor ou de temperatura
  • Calos, fissuras ou pequenas lesões que não melhoram

Como é o acompanhamento

Sinais que pedem atendimento imediato

Dor forte e repentina em uma perna só, inchaço súbito de um lado apenas, vermelhidão com calor na panturrilha, ou falta de ar associada a dor na perna: procure um pronto-socorro.

Perguntas frequentes

Quem já teve trombose pode tratar varizes?

Em muitos casos, sim. A avaliação com ecodoppler define o estado atual das veias e orienta quais tratamentos são adequados e em que momento. O histórico de trombose torna a investigação prévia ainda mais importante.

Toda ferida na perna é de origem vascular?

Não, mas as causas vasculares estão entre as mais frequentes nas feridas que demoram a cicatrizar. A avaliação identifica se há comprometimento venoso ou arterial e direciona o tratamento correto.

Com que frequência o pé diabético deve ser avaliado?

A periodicidade é definida pelo risco individual de cada paciente, considerando o tempo de diabetes, o controle da doença e os achados do exame. Casos sem alterações pedem reavaliações periódicas; sinais de comprometimento pedem acompanhamento mais próximo.

O que levar na primeira consulta?

Exames anteriores, quando disponíveis, e a lista das medicações em uso. Esses dados complementam a avaliação e ajudam na definição da conduta.

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